PARTE 3 – O melhor boxeador do mundo
Por Victor Violi,
Fazendo
barulho dentro do mundo do boxe, Eder já era respeitado pelo público americano
após a notável vitória contra Medel.
Conforme
anteriormente mencionado, se esperava uma grande luta entre Eder Jofre e o
mexicano Jose Becerra, que era o campeão dos Galos. O jornal “A Folha de São Paulo” inclusive
reportava que o empresário de Jofre, Abraham Katznelson já estava com conversas
adiantadas com a equipe de Becerra para uma provável luta no Brasil. Becerra já
teria estabelecido os valores, exigia uma revanche na sua casa, coisas desse
tipo, comuns em qualquer negociação. A “Folha
de São Paulo” do dia 14 do 07 de 1960 viria com a confirmação de que
Katzenelson partia ao México com o objetivo de firmar a luta com Becerra.
Mas o boxe
sempre foi um esporte onde previsões jamais podem ser dadas com certeza. E
assim sendo, em uma grande zebra, Becerra seria nocauteado por um lutador
desconhecido chamado Eloy Sanchez, e ainda anunciaria a aposentadoria. Com
Becerra derrotado e aposentado, a super luta dos galos acabava.
Com essa
“zebra” ocorrendo, nada restou a não ser uma luta entre Eder Jofre e Eloy
Sanchez.
Se por um
lado a frustração foi grande do público por não ver o que poderia ser uma
grande luta, do outro, para o povo brasileiro essa era finalmente a grande oportunidade do
Brasil ter seu campeão no boxe. Afinal, Eder já havia vencido lutadores
melhores que Sanchez, muito embora estava comprovada a categoria do mexicano em
surpreender alguém da qualidade de Becerra.
Sem
subestimar o adversário, mas sabendo de suas grandes condições de vencer, Eder
foi novamente para Los Angeles, dessa vez para sair de lá com o cinturão.
Em se
tratando de Los Angeles, era óbvio que o mexicano Sanchez teria um maior
suporte da torcida. Aparentando um pouco de tensão no começo da luta, Eder
desperdiçou mais de golpes do que o usual, entretanto a luta seria
relativamente fácil para o brasileiro que finalizaria com um belo nocaute no
sexto round, após uma grande direita no queixo de Eloy.
Foto: ©Bettman/CORBIS
Eder Jofre vs Eloy Sanchez
Eder era campeão mundial segundo a NBA (National Boxing Association). Com muita festa no seu retorno, Eder era agora um ídolo nacional.
Importante
que se diga que apesar de ser quase unanimamente considerado o melhor galo do
mundo nesse momento, alguns ainda colocavam em dúvidas a definição de Eder como
o campeão mundial dos galos já que ele ganhara o título versão NBA. Muito se
falava que ele deveria vencer Alphonse Halimi.
O problema
era que Halimi não queria a luta com Eder, segundo a imprensa mundial divulgava,
e ainda havia perdido para Becerra, o mesmo Becerra que havia perdido para
Sanchez e este mesmo Sanchez perdido para Eder. Portanto, uma séria discussão
era estabelecida quanto ao campeão dos Galos em 1960.
Menos de um
mês depois Eder estaria novamente no ringue, enfrentando o americano Billy
Peacock, em uma luta em que o título não foi colocado em jogo e serviu mais
para dar continuidade a carreira de Eder. O brasileiro venceu por nocaute em 2
rounds.
O ano de 1961
então começaria com mais um italiano como adversário de Éder. Em uma luta
recheada de muita expectativa, Eder Jofre vs Piero Rollo se enfrentariam no Rio
de Janeiro.
Rollo era um
canhoto corajoso, com o cartel de 53-6-6 (21) na época. Acostumado
a enfrentar galos da elite mundial do boxe como Mario D´Agata, Freddie Gilroy e
um tempo depois da luta contra Jofre viria a vencer o francês Alphonse Halimi.
Era esperada
uma guerra devido ao estilo de Rollo ser ofensivo e determinado.
Conforme
esperado, a luta foi uma batalha ofensiva, e o italiano desde o início levou a
pior, levando muitos contra-golpes de Eder.
A “Folha de São Paulo” do dia 26 de
Março de 1961 narraria em sua reportagem que o italiano sofreu um
castigo terrível a partir do quinto round, teve os dois supercílios abertos e
sangrava abundantemente. Levando muitos golpes Rollo recorreria aos clinches
para sobreviver.
Após algum
tempo de castigo, com Eder combinando golpes na cintura e na cabeça, o italiano
não voltaria para o décimo round e perderia por nocaute técnico, perdendo a
luta mas preservando sua integridade física.
Nesse ponto
de sua carreira, dada as circunstâncias de Halimi não querer enfrentá-lo, Eder
seria já reconhecidamente o campeão dos Galos para a tradicional Revista The
Ring, e com justiça. O Editor da Revista, Nat Fleischer diria sobre não restar
dúvidas que o campeão dos Galos por conta de tais razões deveria ser Eder. (Fleischer, N. The Ring, Vol XXXX, No 5, Junho 1961,
Páginas 10,11 e 50, “Ringside Report”)
Já nessa fase
da carreira de Eder, é fato dizer que o seu sucesso havia transformado o boxe
em um dos esportes mais populares do Brasil. O brasileiro falava de boxe nas
ruas, nos bares, nas conversas com os amigos e familiares, como nunca o assunto
das lutas chamava a atenção, talvez justo dizer que o Brasil viveu um momento
singular em questão de popularidade do boxe.
Eder Jofre
venceria, logo após a luta contra Rollo, um holandês chamado de “Sugar Ray”, e
o competente japonês Sadao Yaoita, ambos por nocaute.
Após essas duas vitórias Eder viajaria para a Venezuela para defender
seu título contra um famoso lutador da América do Sul chamado Ramon Arias.
O desempenho
magnífico de Jofre nessa luta chamaria a atenção de um dos maiores nomes da
crônica esportiva do boxe mundial em todos os tempos, o polêmico americano Nat
Fleischer.
Fleischer era
conhecido por ser um tanto difícil de agradar, especialmente se os lutadores
eram mais modernos como era o caso de Jofre.
Após a luta, Nat Fleischer confessaria na
Revista The Ring o que pensava do brasileiro : “É o melhor que a divisão já
teve em muitos anos”. E o compararia com Ray Robinson e Benny Leonard. (The Ring. Vol XXXX No 10, Novembro 1961, Página 6, “ Jofre A
Great Champion”)
O ágil venezuelano
Arias não era mais que um lutador razoável, com seus altos e baixos na
carreira, e com muita técnica Eder o puniu bastante, até que, após cair duas
vezes, o corner de Arias jogaria a toalha e finalizaria com o severo castigo.(BoxRec.com)
O ano
terminaria com mais um nocaute logo após, contra um desconhecido chamado
Fernando Sota (não valendo o título), e Eder portanto, contabilizaria 5 lutas e
5 vitórias em 61, as 5 por nocaute. E o
ano de 1962 teria ainda mais glórias para o Galo de Ouro.
Foto: ©Bettman/CORBIS
Eder Jofre e seu pai e treinador Aristides Kid Jofre
Eder Jofre vs Johnny Caldwell – 1962
Provavelmente,
na luta mais aguardada de sua carreira até aquele momento Eder enfrentaria o
exímio boxeador Johnny Caldwell de Belfast. Invicto até aquele ponto, campeão
da Europa. O europeu vinha de duas
vitórias contra Alphonse Halimi, o mesmo que não aceitava lutar contra
Jofre anteriormente a luta contra Rollo.
Se havia
alguma dúvida sobre o real campeão dos Galos, se alguém realmente duvidava quem
era o melhor Galo do mundo, não teria mais dúvidas após a luta.
Mesmo com
todo o reconhecimento de Jofre mundo afora, a luta contra Caldwell era encarada
como imprevisível por muitos fãs. Caldwell era um lutador que tinha na sua
especialidade lutar na distância com seu jab. Medalhista de Bronze nas
Olimpíadas de Melbourne, até os dias de hoje Johnny é reconhecido como um dos
melhores lutadores que vieram da Europa dentro dos Galos.
Cercada de um
pouco de polêmica, por conta de um boato que surgiu dizendo que Caldwell havia
sido desrespeitoso com o Brasil, a luta iria começar no tradicional Ginásio do
Ibirapuera em São Paulo, lotado como de costume em lutas de Eder.
A luta teria
como juiz o grande Willie Pep, ex-peso pena, um dos maiores boxeadores de todos
os tempos. E como sempre em lutas de Jofre, ele gostava de sentir o adversário
e estudá-lo no início, começando com um boxe bem cadenciado Eder iria soltando
seus jabs e controlando o ringue. Em uma metódica dominação, aos poucos Eder
iria se tornando o dono da luta.
No sexto
Round, a “Folha de São Paulo” de 19-01-1962,
narra as ações do combate, quando as coisas começam a ficar difíceis para
Caldwell:
“Eder intensifica a caçada ao irlandês. Este
já está batido mas demonstra extraordinária resistência. Caldwell recebe uma
saraivada de cruzados curtos, seguidos de ganchos ao corpo. Esporadicamente, o
britânico tenta contra-golpes que não molestam Jofrinho. Caldwell dobra as
pernas mais uma vez. Acusando dois diretos de direita. Agarra incontinente o
brasileiro. Levado duas vezes às cordas e rijamente golpeado, ainda consegue
safar-se embaralhando os braços com o de Jofre. O irlandês está desnorteado,
junto a seu corner, com a guarda baixa, quando soa o gongo.”
A partir
desse momento, não restava dúvidas quem mandava no combate. Aguerrido, Caldwell
ainda esboçava reações e colocava algumas combinações, não aceitaria a derrota
facilmente.
Mas Eder
Jofre estava simplesmente perfeito naquela noite. Em uma demonstração
exuberante de precisão de golpes Eder castigava Caldwell demais com suas
direitas cirúrgicas, preparava-as com seus jabs, atingindo ou apenas fintando,
possivelmente jamais se viu um Eder Jofre com as mãos tão rápidas como naquele
dia. Provavelmente em sua melhor atuação, entre tantas magníficas, o brasileiro
puniria tanto Johnny Caldwell que o seu
manager preocupado com a saúde de seu pupilo entraria no ringue para paralisar
a luta.
Inspiradíssimo!
Eder Jofre venceria antes do limite, novamente.
E não era um
demolidor que perseguia o adversário desde o primeiro segundo de luta para
nocautear, tinha sim muita pegada, sabia muito bem como finalizar um adversário
machucado, mas era acima de tudo um boxeador que lutava pensando e impunha seu
“jogo” aos poucos, ia aumentando a intensidade com o intuito de cometer menos
erros possíveis e objetivando a dominação sobre o rival, o controle sobre seu
adversário. Sun Tzu em seu famoso livro a Arte da Guerra já dizia: “Em
planejamento, nunca uma proposição inútil; em estratégia nenhum passo dado em
vão.” O nosso Galo de Ouro ensinado por seu pai “Kid” Jofre, sabia disso muito
bem.
Após a luta,
Caldwell reconheceria a superioridade de Eder e elogiava o brasileiro.
Já nesse ponto de sua carreira podemos dizer
que Eder era tão famoso no Brasil quanto Pelé. Muito querido pelo povo, mais do
que nunca era tratado como um verdadeiro ídolo nacional.
Em maio do
mesmo ano Jofre venceria mais uma vez por nocaute Herman Marques em mais uma
defesa do Título dos Galos.
Foto: ©Bettman/CORBIS
Eder Jofre e Herman Marques posam para a foto
No décimo
round Eder derrubou Marques duas vezes e com uppers e ganchos de esquerda
conquistou a vitória.
Uma revanche
se aproximaria logo depois. Quem não se lembrava do duríssimo Jose Medel ?
A revanche de
Jofre vs Medel aconteceria dessa vez em São Paulo, e Eder sendo um lutador
muito esperto dessa vez viria sabendo o que esperar do mexicano. Ou seja,
esperava um adversário altamente capaz e que nos seus melhores dias poderia
vencer qualquer um.
Como ocorre
sempre no boxe em revanches, geralmente o lutador mais inteligente é o que leva
mais vantagem, por saber ler as falhas do adversário melhor do que na primeira
vez.
Novamente
eles iniciaram com uma luta mais estudada, mas logo Eder começaria a demonstrar sua superioridade. Bem mais cedo
dessa vez, ele derrubaria o mexicano, no quinto round.
Com jabs
exemplares medindo a distância e preparando as suas combinações, Eder
encurralava Medel contra as cordas e desferia suas brutais combinações. No
sexto round Eder finalizaria a luta dessa vez sem muitas dificuldades.
Novamente mantinha o título com uma luta perfeita, definindo com um nocaute.
A Associação
Mundial de Boxe elegeria Eder o lutador do ano de 1962, e a vitória contra
Johnny Caldwell certamente é até hoje uma das maiores glórias do Boxe
Brasileiro e dos Esportistas Nacionais em geral.
Jofre era uma
personalidade internacional, até por conta da popularidade do Boxe como esporte
mundo afora. Um passo a um novo patamar estava prestes a ser dado. Eder Jofre
era cotado como um dos maiores lutadores independente do peso, o que hoje se
chama “Ranking P4P” que não era comum de ser feito antigamente.
O ano de 1963
seria primordial para essa definição. E Eder iria ao Japão em Abril para enfrentar
um dos 10 melhores Galos da época, Katsutoshi Aoki, nipônico como vários da
época em uma era dourada para o Boxe japonês.
O canhoto Aoki
tinha 35 lutas na carreira, estava em seu auge pleno e se só havia sido
derrotado 1 vez, pelo excelente Hiroyuki Ebihara.
Lutar no
Japão como visitante é tarefa das mais difíceis como diversos lutadores ao
longo da história provaram. E não teria razão para ser diferente com o
brasileiro.
A Folha de São Paulo do dia 04-04 de
1963 narra :
“A luta foi decidida com dois golpes que Eder
desferiu no fígado do desafiante, em continuação a um trabalho de demolição,
com golpes no corpo. O primeiro gancho do brasileiro levou o japonês à lona.
Mas Aoki reagiu. No segundo golpe Aoki já estava abalado. Ergueu-se aos 9
segundos da contagem, mas era evidente o seu estado precário.”
Portanto, mais uma vez Eder demonstraria os
seus letais golpes no corpo do adversário. Um dos melhores de todos os tempos
nessa arte de golpear a linha de cintura, Eder sairia do Japão com uma vitória (nocaute
no terceiro round) sobre um lutador considerado top 10 dentro da categoria. E
ninguém mais estava surpreso, Eder já passava ao nível em que vencer lutando muito
bem era uma simples regra em sua brilhante carreira.
Apenas um mês
depois ele já colocaria seu título em jogo novamente. Jofre iria lutar nas
Filipinas, celeiro de grandes lutadores desde muito tempo. Contra o lutador da
casa Johnny Jamito.
Eder,
conforme podemos observar, era realmente um campeão Mundial na acepção literal
da palavra, ele não só enfrentava lutadores de diversos lugares do mundo como
iria expondo seu título nos países dos desafiantes.
Jamito tinha
um cartel de 32-3-2, e jamais tinha sido nocauteado.
Eder Jofre e
Johnny Jamito lutaram em maio de 1963 uma luta dura, com muitos clinches. Mas
conforme a luta se prolongava Eder melhorava, e em mais uma demonstração de seu
potente gancho de esquerda ele começou a atingir o filipino, cada vez mais.
Conforme Aoki havia comprovado, Eder era um mestre em golpes na linha de cintura
do oponente, não foi diferente contra Jamito e com aniquiladoras direitas e
esquerdas desmantelou Jamito. Jamito após ser derrubado foi ao seu corner e a
luta foi interrompida no intervalo do round 11, indo para o 12. Jamito seria
pela primeira vez nocauteado na carreira.
Dois meses e
duas vitórias com atuações fenomenais do brasileiro. Desempenho bom o
suficiente para que Eder fosse cogitado como o melhor lutador de boxe do mundo
na época, com quase unanimidade.
Apesar de não
existir esse costume de classificar lutadores fora de seu peso, a tradicional
Revista The Ring, teria em sua Capa da edição de outubro essa ponderação.
Foto:boxrec.com
Eder Jofre na Capa da REvista The Ring
de outubro de 1963
Depois dessas
duas lutas Eder pararia com os treinos, tiraria um descanso, teria em sua vida o
nascimento de seu filho. E tiraria um tempo do boxe como jamais havia feito em
toda sua vida.
O melhor Galo
do Mundo, que era já considerado um dos maiores de todos os tempos, iria lutar
só uma vez em 1964. Ele iria a Bogotá, Colômbia enfrentar Bernardo Caraballo,
que era invicto, tendo lutado 40 vezes na carreira e vencido ótimos lutadores
como Pascual Perez, Piero Rollo e Chartchai Chionoi.
Considerado
até hoje um dos grandes lutadores
colombianos de todos os tempos, sendo que a Colômbia é um país que formou 32
campeões mundiais (até esse momento), Caraballo era também naquela época um dos
adversários mais duros que Eder poderia enfrentar.
E era um
adversário com um estilo difícil de lidar, como tempos depois o grande Harada
descobriria tendo uma performance relativamente apagada muito por conta do
estilo peculiar do colombiano. Bernardo desferia golpes de ângulos improváveis,
sabia boxear na longa distância, mas era com seus uppers desferidos de surpresa
e com velocidade que geralmente atingia de maneira limpa os adversários.
No meio do boxe colombiano muito se comenta
que Caraballo teria ficado dias em uma casa cercado de prostitutas até a hora
da luta chegar, se boato ou não jamais saberemos, e se foi verdade é um caso de
exclusiva culpa da falta de disciplina do lutador.
O
colombiano com um ótimo jogo de pernas começou soltando bons jabs em Eder e
soltava seus golpes de força, principalmente com a esquerda.
Mas o
brasileiro não tinha problemas com lutadores que boxeavam, e também soltava seu
ótimo jab, acompanhava a movimentação de Caraballo e se posicionava de maneira
correta.
Com muita
movimentação de sua cabeça, jamais se tornando um alvo fixo, Eder ia pressionando
de maneira gradativa Caraballo. Aos poucos, passo a passo encurralando-o.
Sempre com
seu jab gerando toda a eficiência de seu ataque, Eder ia acertando, com muita paciência
embora agredindo. Toda vez que colocava o colombiano contra as cordas Eder
soltava uma sequência. Caraballo se mostrou em diversas ocasiões um bom lutador
defensivo, esquivando bem dessas sequências de Eder quando preso contra as
cordas.
No sexto
round Jofre aumentaria a intensidade de seu ataque, com uppers precisos ele
conseguiria ultrapassar a defesa baseada na movimentação de cabeça de Caraballo
quando este se encontrava nos cantos do ringue.
Nitidamente
machucado, Caraballo seria finalmente nocauteado, no round 7, depois de ser
massacrado brutalmente, uma direita acabou com
o sofrimento do colombiano. O brasileiro Eder Jofre conquistaria uma
sequência de 17 nocautes seguidos e 50 lutas de invencibilidade. E era com
razão considerado por muitos o melhor lutador de boxe do Mundo naquele momento,
não apenas o melhor de sua categoria.
Continua na Parte 4, por vir
Referências Bibliográficas : Acervo do
Jornal A Folha de São Paulo, citado durante os textos.
Revista The Ring