28 de janeiro de 2012

Seletiva Olímpica de Taekwondo acontece neste fim de semana em Sergipe


O ginásio de esportes Constâncio Vieira será palco das disputas da seletiva Olímpica de Taekwondo que tem início na manhã deste sábado, 28, e vai até a manhã do domingo, 29

O ginásio de esportes Constâncio Vieira, que será palco das disputas da seletiva Olímpica de Taekwondo neste fim de semana, apresentou um visual diferente nessa quinta-feira, 26. Tatames coloridos, testes nos sistemas de som e luz, tudo pronto para o ensaio geral da grande festa esportiva que tem início na manhã deste sábado, 28, e vai até a manhã de domingo, 29.

A competição promovida pela Federação de Taekwondo de Sergipe (Fetrise) com aval da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), apontará os atletas classificados para as quatro últimas vagas da Seleção Brasileira de Taekwondo e que participarão de competições internacionais, incluindo a luta por vagas olímpicas.

O evento contará com a presença de importantes atletas do esporte no Brasil, como Márcio Venceslau, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e Katia Arakati, campeã Sul-Americana.

O evento é uma das primeiras grandes competições do ano esportivo sergipano e conta com o apoio do governo do estado, através da Secretaria de Estado do Esporte e do Lazer (Seel).

Fonte: FAXAJU

27 de janeiro de 2012

Jornalista critica atletas cristãos no MMA: “Bate na cara do rival e diz que foi Jesus?”


Não são só pastores que comentam as atitudes dos lutadores de MMA que ao final da luta agradecem a Deus pela vitória, dizendo que sem ajuda divina não conseguiriam derrubar o adversário. O jornalista João Carlos Assumpção, do Lance! publicou na versão impressa do jornal e também em seu blog no site do periódico sobre essa questão, dizendo que não consegue entender como Cristo tem parte com o esporte.

No texto ele fala dessa aproximação entre os atletas e a religião lembrando que no futebol as ações de jogadores como o Kaká chegou até mesmo a incomodar a FIFA e que hoje além dos gramados a fé também está invadindo os octógonos.

“Agora, além dos campos de futebol, virou moda também no octógono os brasileiros festejarem suas vitórias louvando Cristo e atribuindo a ele os murros, cotoveladas, pancadas na cabeça e todo o sangue que tiram de seus adversários”, escreve o jornalista.

Assim como muitos pastores e evangélicos não entendem como Deus pode abençoar um esporte tão violento, Assumpção também questiona esse envolvimento entre Cristo e a luta. “O sujeito quebra o maxilar do rival, arrasa seu rosto, abre a testa, tira sangue da orelha, faz o adversário dormir e sai comemorando e agradecendo Jesus, dizendo que o mérito foi dele. Por ter apagado o outro? Teve o dedo de Cristo aí?”

23 de janeiro de 2012

Especial: Éder Jofre - Parte 3


PARTE 3 – O melhor boxeador do mundo


Por Victor Violi,

Fazendo barulho dentro do mundo do boxe, Eder já era respeitado pelo público americano após a notável vitória contra Medel.

Conforme anteriormente mencionado, se esperava uma grande luta entre Eder Jofre e o mexicano Jose Becerra, que era o campeão dos Galos. O jornal “A Folha de São Paulo” inclusive reportava que o empresário de Jofre, Abraham Katznelson já estava com conversas adiantadas com a equipe de Becerra para uma provável luta no Brasil. Becerra já teria estabelecido os valores, exigia uma revanche na sua casa, coisas desse tipo, comuns em qualquer negociação. A “Folha de São Paulo” do dia 14 do 07 de 1960 viria com a confirmação de que Katzenelson partia ao México com o objetivo de firmar a luta com Becerra.

Mas o boxe sempre foi um esporte onde previsões jamais podem ser dadas com certeza. E assim sendo, em uma grande zebra, Becerra seria nocauteado por um lutador desconhecido chamado Eloy Sanchez, e ainda anunciaria a aposentadoria. Com Becerra derrotado e aposentado, a super luta dos galos acabava.

Com essa “zebra” ocorrendo, nada restou a não ser uma luta entre Eder Jofre e Eloy Sanchez.

Se por um lado a frustração foi grande do público por não ver o que poderia ser uma grande luta, do outro, para o povo brasileiro essa  era finalmente a grande oportunidade do Brasil ter seu campeão no boxe. Afinal, Eder já havia vencido lutadores melhores que Sanchez, muito embora estava comprovada a categoria do mexicano em surpreender alguém da qualidade de Becerra.

Sem subestimar o adversário, mas sabendo de suas grandes condições de vencer, Eder foi novamente para Los Angeles, dessa vez para sair de lá com o cinturão.

Em se tratando de Los Angeles, era óbvio que o mexicano Sanchez teria um maior suporte da torcida. Aparentando um pouco de tensão no começo da luta, Eder desperdiçou mais de golpes do que o usual, entretanto a luta seria relativamente fácil para o brasileiro que finalizaria com um belo nocaute no sexto round, após uma grande direita no queixo de Eloy.
                                                                                                                                          

                                                                                                                          Foto: ©Bettman/CORBIS
                                                                                          Eder Jofre vs Eloy Sanchez
                                                                                                                       
                                                       Eder era campeão mundial segundo a NBA (National Boxing Association). Com muita festa no seu retorno, Eder era agora um ídolo nacional.

                                        
Importante que se diga que apesar de ser quase unanimamente considerado o melhor galo do mundo nesse momento, alguns ainda colocavam em dúvidas a definição de Eder como o campeão mundial dos galos já que ele ganhara o título versão NBA. Muito se falava que ele deveria vencer Alphonse Halimi.

O problema era que Halimi não queria a luta com Eder, segundo a imprensa mundial divulgava, e ainda havia perdido para Becerra, o mesmo Becerra que havia perdido para Sanchez e este mesmo Sanchez perdido para Eder. Portanto, uma séria discussão era estabelecida quanto ao campeão dos Galos em 1960.

Menos de um mês depois Eder estaria novamente no ringue, enfrentando o americano Billy Peacock, em uma luta em que o título não foi colocado em jogo e serviu mais para dar continuidade a carreira de Eder. O brasileiro venceu por nocaute em 2 rounds.

O ano de 1961 então começaria com mais um italiano como adversário de Éder. Em uma luta recheada de muita expectativa, Eder Jofre vs Piero Rollo se enfrentariam no Rio de Janeiro.

Rollo era um canhoto corajoso, com o cartel de 53-6-6 (21) na época. Acostumado a enfrentar galos da elite mundial do boxe como Mario D´Agata, Freddie Gilroy e um tempo depois da luta contra Jofre viria a vencer o francês Alphonse Halimi.

Era esperada uma guerra devido ao estilo de Rollo ser ofensivo e determinado.

Conforme esperado, a luta foi uma batalha ofensiva, e o italiano desde o início levou a pior, levando muitos contra-golpes de Eder.

A “Folha de São Paulo” do dia 26 de Março de 1961 narraria em sua reportagem que o italiano sofreu um castigo terrível a partir do quinto round, teve os dois supercílios abertos e sangrava abundantemente. Levando muitos golpes Rollo recorreria aos clinches para sobreviver.

Após algum tempo de castigo, com Eder combinando golpes na cintura e na cabeça, o italiano não voltaria para o décimo round e perderia por nocaute técnico, perdendo a luta mas preservando sua integridade física.

Nesse ponto de sua carreira, dada as circunstâncias de Halimi não querer enfrentá-lo, Eder seria já reconhecidamente o campeão dos Galos para a tradicional Revista The Ring, e com justiça. O Editor da Revista, Nat Fleischer diria sobre não restar dúvidas que o campeão dos Galos por conta de tais razões deveria ser Eder. (Fleischer, N. The Ring, Vol XXXX, No 5, Junho 1961, Páginas 10,11 e 50, “Ringside Report”)

Já nessa fase da carreira de Eder, é fato dizer que o seu sucesso havia transformado o boxe em um dos esportes mais populares do Brasil. O brasileiro falava de boxe nas ruas, nos bares, nas conversas com os amigos e familiares, como nunca o assunto das lutas chamava a atenção, talvez justo dizer que o Brasil viveu um momento singular em questão de popularidade do boxe.

Eder Jofre venceria, logo após a luta contra Rollo, um holandês chamado de “Sugar Ray”, e o competente japonês Sadao Yaoita, ambos por nocaute.
                       
                                          Após essas duas vitórias Eder viajaria para a Venezuela para defender seu título contra um famoso lutador da América do Sul chamado Ramon Arias.
O desempenho magnífico de Jofre nessa luta chamaria a atenção de um dos maiores nomes da crônica esportiva do boxe mundial em todos os tempos, o polêmico americano Nat Fleischer.

Fleischer era conhecido por ser um tanto difícil de agradar, especialmente se os lutadores eram mais modernos como era o caso de Jofre.

 Após a luta, Nat Fleischer confessaria na Revista The Ring o que pensava do brasileiro : “É o melhor que a divisão já teve em muitos anos”. E o compararia com Ray Robinson e Benny Leonard. (The Ring. Vol XXXX No 10, Novembro 1961, Página 6, “ Jofre A Great Champion”)
O ágil venezuelano Arias não era mais que um lutador razoável, com seus altos e baixos na carreira, e com muita técnica Eder o puniu bastante, até que, após cair duas vezes, o corner de Arias jogaria a toalha e finalizaria com o severo castigo.(BoxRec.com)

O ano terminaria com mais um nocaute logo após, contra um desconhecido chamado Fernando Sota (não valendo o título), e Eder portanto, contabilizaria 5 lutas e 5 vitórias em 61, as 5 por nocaute.  E o ano de 1962 teria ainda mais glórias para o Galo de Ouro.


                                                               Foto: ©Bettman/CORBIS 
                    Eder Jofre e seu pai e treinador Aristides Kid Jofre


Eder Jofre vs Johnny Caldwell – 1962


Provavelmente, na luta mais aguardada de sua carreira até aquele momento Eder enfrentaria o exímio boxeador Johnny Caldwell de Belfast. Invicto até aquele ponto, campeão da Europa. O europeu vinha de duas  vitórias contra Alphonse Halimi, o mesmo que não aceitava lutar contra Jofre anteriormente a luta contra Rollo.

Se havia alguma dúvida sobre o real campeão dos Galos, se alguém realmente duvidava quem era o melhor Galo do mundo, não teria mais dúvidas após a luta.

Mesmo com todo o reconhecimento de Jofre mundo afora, a luta contra Caldwell era encarada como imprevisível por muitos fãs. Caldwell era um lutador que tinha na sua especialidade lutar na distância com seu jab. Medalhista de Bronze nas Olimpíadas de Melbourne, até os dias de hoje Johnny é reconhecido como um dos melhores lutadores que vieram da Europa dentro dos Galos.

Cercada de um pouco de polêmica, por conta de um boato que surgiu dizendo que Caldwell havia sido desrespeitoso com o Brasil, a luta iria começar no tradicional Ginásio do Ibirapuera em São Paulo, lotado como de costume em lutas de Eder.

A luta teria como juiz o grande Willie Pep, ex-peso pena, um dos maiores boxeadores de todos os tempos. E como sempre em lutas de Jofre, ele gostava de sentir o adversário e estudá-lo no início, começando com um boxe bem cadenciado Eder iria soltando seus jabs e controlando o ringue. Em uma metódica dominação, aos poucos Eder iria se tornando o dono da luta.
No sexto Round, a “Folha de São Paulo” de 19-01-1962, narra as ações do combate, quando as coisas começam a ficar difíceis para Caldwell:

Eder intensifica a caçada ao irlandês. Este já está batido mas demonstra extraordinária resistência. Caldwell recebe uma saraivada de cruzados curtos, seguidos de ganchos ao corpo. Esporadicamente, o britânico tenta contra-golpes que não molestam Jofrinho. Caldwell dobra as pernas mais uma vez. Acusando dois diretos de direita. Agarra incontinente o brasileiro. Levado duas vezes às cordas e rijamente golpeado, ainda consegue safar-se embaralhando os braços com o de Jofre. O irlandês está desnorteado, junto a seu corner, com a guarda baixa, quando soa o gongo.”

A partir desse momento, não restava dúvidas quem mandava no combate. Aguerrido, Caldwell ainda esboçava reações e colocava algumas combinações, não aceitaria a derrota facilmente.
                                                                         
Mas Eder Jofre estava simplesmente perfeito naquela noite. Em uma demonstração exuberante de precisão de golpes Eder castigava Caldwell demais com suas direitas cirúrgicas, preparava-as com seus jabs, atingindo ou apenas fintando, possivelmente jamais se viu um Eder Jofre com as mãos tão rápidas como naquele dia. Provavelmente em sua melhor atuação, entre tantas magníficas, o brasileiro puniria tanto Johnny Caldwell que  o seu manager preocupado com a saúde de seu pupilo entraria no ringue para paralisar a luta.

Inspiradíssimo! Eder Jofre venceria antes do limite, novamente.

E não era um demolidor que perseguia o adversário desde o primeiro segundo de luta para nocautear, tinha sim muita pegada, sabia muito bem como finalizar um adversário machucado, mas era acima de tudo um boxeador que lutava pensando e impunha seu “jogo” aos poucos, ia aumentando a intensidade com o intuito de cometer menos erros possíveis e objetivando a dominação sobre o rival, o controle sobre seu adversário. Sun Tzu em seu famoso livro a Arte da Guerra já dizia: “Em planejamento, nunca uma proposição inútil; em estratégia nenhum passo dado em vão.” O nosso Galo de Ouro ensinado por seu pai “Kid” Jofre, sabia disso muito bem.

Após a luta, Caldwell reconheceria a superioridade de Eder e elogiava o brasileiro.

 Já nesse ponto de sua carreira podemos dizer que Eder era tão famoso no Brasil quanto Pelé. Muito querido pelo povo, mais do que nunca era tratado como um verdadeiro ídolo nacional.

Em maio do mesmo ano Jofre venceria mais uma vez por nocaute Herman Marques em mais uma defesa do Título dos Galos.



                                                               Foto: ©Bettman/CORBIS 
                            Eder Jofre e Herman Marques posam para a foto


No décimo round Eder derrubou Marques duas vezes e com uppers e ganchos de esquerda conquistou a vitória.

Uma revanche se aproximaria logo depois. Quem não se lembrava do duríssimo Jose Medel ?

A revanche de Jofre vs Medel aconteceria dessa vez em São Paulo, e Eder sendo um lutador muito esperto dessa vez viria sabendo o que esperar do mexicano. Ou seja, esperava um adversário altamente capaz e que nos seus melhores dias poderia vencer qualquer um.

Como ocorre sempre no boxe em revanches, geralmente o lutador mais inteligente é o que leva mais vantagem, por saber ler as falhas do adversário melhor do que na primeira vez.
Novamente eles iniciaram com uma luta mais estudada, mas logo Eder começaria a  demonstrar sua superioridade. Bem mais cedo dessa vez, ele derrubaria o mexicano, no quinto round.

Com jabs exemplares medindo a distância e preparando as suas combinações, Eder encurralava Medel contra as cordas e desferia suas brutais combinações. No sexto round Eder finalizaria a luta dessa vez sem muitas dificuldades. Novamente mantinha o título com uma luta perfeita, definindo com um nocaute.
A Associação Mundial de Boxe elegeria Eder o lutador do ano de 1962, e a vitória contra Johnny Caldwell certamente é até hoje uma das maiores glórias do Boxe Brasileiro e dos Esportistas Nacionais em geral.

Jofre era uma personalidade internacional, até por conta da popularidade do Boxe como esporte mundo afora. Um passo a um novo patamar estava prestes a ser dado. Eder Jofre era cotado como um dos maiores lutadores independente do peso, o que hoje se chama “Ranking P4P” que não era comum de ser feito antigamente.

O ano de 1963 seria primordial para essa definição. E Eder iria ao Japão em Abril para enfrentar um dos 10 melhores Galos da época, Katsutoshi Aoki, nipônico como vários da época em uma era dourada para o Boxe japonês.

O canhoto Aoki tinha 35 lutas na carreira, estava em seu auge pleno e se só havia sido derrotado 1 vez, pelo excelente Hiroyuki Ebihara.

Lutar no Japão como visitante é tarefa das mais difíceis como diversos lutadores ao longo da história provaram. E não teria razão para ser diferente com o brasileiro.

A Folha de São Paulo do dia 04-04 de 1963 narra :

A luta foi decidida com dois golpes que Eder desferiu no fígado do desafiante, em continuação a um trabalho de demolição, com golpes no corpo. O primeiro gancho do brasileiro levou o japonês à lona. Mas Aoki reagiu. No segundo golpe Aoki já estava abalado. Ergueu-se aos 9 segundos da contagem, mas era evidente o seu estado precário.”

 Portanto, mais uma vez Eder demonstraria os seus letais golpes no corpo do adversário. Um dos melhores de todos os tempos nessa arte de golpear a linha de cintura, Eder sairia do Japão com uma vitória (nocaute no terceiro round) sobre um lutador considerado top 10 dentro da categoria. E ninguém mais estava surpreso, Eder já passava ao nível em que vencer lutando muito bem era uma simples regra em sua brilhante carreira.

Apenas um mês depois ele já colocaria seu título em jogo novamente. Jofre iria lutar nas Filipinas, celeiro de grandes lutadores desde muito tempo. Contra o lutador da casa Johnny Jamito.

Eder, conforme podemos observar, era realmente um campeão Mundial na acepção literal da palavra, ele não só enfrentava lutadores de diversos lugares do mundo como iria expondo seu título nos países dos desafiantes.

Jamito tinha um cartel de 32-3-2, e jamais tinha sido nocauteado.

Eder Jofre e Johnny Jamito lutaram em maio de 1963 uma luta dura, com muitos clinches. Mas conforme a luta se prolongava Eder melhorava, e em mais uma demonstração de seu potente gancho de esquerda ele começou a atingir o filipino, cada vez mais. Conforme Aoki havia comprovado, Eder era um mestre em golpes na linha de cintura do oponente, não foi diferente contra Jamito e com aniquiladoras direitas e esquerdas desmantelou Jamito. Jamito após ser derrubado foi ao seu corner e a luta foi interrompida no intervalo do round 11, indo para o 12. Jamito seria pela primeira vez nocauteado na carreira.

Dois meses e duas vitórias com atuações fenomenais do brasileiro. Desempenho bom o suficiente para que Eder fosse cogitado como o melhor lutador de boxe do mundo na época, com quase unanimidade.

Apesar de não existir esse costume de classificar lutadores fora de seu peso, a tradicional Revista The Ring, teria em sua Capa da edição de outubro essa ponderação.
                                                  
                                                                                           





                                        Foto:boxrec.com
         Eder Jofre na Capa da REvista The Ring de outubro de 1963
  
Depois dessas duas lutas Eder pararia com os treinos, tiraria um descanso, teria em sua vida o nascimento de seu filho. E tiraria um tempo do boxe como jamais havia feito em toda sua vida.

O melhor Galo do Mundo, que era já considerado um dos maiores de todos os tempos, iria lutar só uma vez em 1964. Ele iria a Bogotá, Colômbia enfrentar Bernardo Caraballo, que era invicto, tendo lutado 40 vezes na carreira e vencido ótimos lutadores como Pascual Perez, Piero Rollo e Chartchai Chionoi.

Considerado até hoje um dos  grandes lutadores colombianos de todos os tempos, sendo que a Colômbia é um país que formou 32 campeões mundiais (até esse momento), Caraballo era também naquela época um dos adversários mais duros que Eder poderia enfrentar.

E era um adversário com um estilo difícil de lidar, como tempos depois o grande Harada descobriria tendo uma performance relativamente apagada muito por conta do estilo peculiar do colombiano. Bernardo desferia golpes de ângulos improváveis, sabia boxear na longa distância, mas era com seus uppers desferidos de surpresa e com velocidade que geralmente atingia de maneira limpa os adversários.

 No meio do boxe colombiano muito se comenta que Caraballo teria ficado dias em uma casa cercado de prostitutas até a hora da luta chegar, se boato ou não jamais saberemos, e se foi verdade é um caso de exclusiva culpa da falta de disciplina do lutador.

                                            O colombiano com um ótimo jogo de pernas começou soltando bons jabs em Eder e soltava seus golpes de força, principalmente com a esquerda.

Mas o brasileiro não tinha problemas com lutadores que boxeavam, e também soltava seu ótimo jab, acompanhava a movimentação de Caraballo e se posicionava de maneira correta.
Com muita movimentação de sua cabeça, jamais se tornando um alvo fixo, Eder ia pressionando de maneira gradativa Caraballo. Aos poucos, passo a passo encurralando-o.

Sempre com seu jab gerando toda a eficiência de seu ataque, Eder ia acertando, com muita paciência embora agredindo. Toda vez que colocava o colombiano contra as cordas Eder soltava uma sequência. Caraballo se mostrou em diversas ocasiões um bom lutador defensivo, esquivando bem dessas sequências de Eder quando preso contra as cordas.

No sexto round Jofre aumentaria a intensidade de seu ataque, com uppers precisos ele conseguiria ultrapassar a defesa baseada na movimentação de cabeça de Caraballo quando este se encontrava nos cantos do ringue.

Nitidamente machucado, Caraballo seria finalmente nocauteado, no round 7, depois de ser massacrado brutalmente, uma direita acabou com  o sofrimento do colombiano. O brasileiro Eder Jofre conquistaria uma sequência de 17 nocautes seguidos e 50 lutas de invencibilidade. E era com razão considerado por muitos o melhor lutador de boxe do Mundo naquele momento, não apenas o melhor de sua categoria.
     

Continua na Parte 4, por vir
Referências Bibliográficas : Acervo do Jornal A Folha de São Paulo, citado durante os textos.
Revista The Ring



21 de janeiro de 2012

UFC no Pacaembu terá até 40 mil pessoas e acabará 1h da manhã


O estádio do Pacaembu está a um passo de ser confirmado como a casa do UFC em São Paulo. Em entrevista exclusiva ao iG, o secretário municipal de Esportes, Bebeto Haddad, declarou que toda a parte técnica envolvendo o show já foi acertada com o Ultimate e que o estádio receberá até 40 mil pessoas no dia 16 de junho. O que falta ser estabelecido com os organizadores é o horário do evento, limitado para acabar por volta da 1h da manhã pela prefeitura.

“Uma coisa é certa: a cidade de São Paulo quer o UFC. A estimativa é que ele possa ser acompanhado por até 1,2 bilhão de pessoas no mundo com as transmissões da Globo, Globo Internacional e FOX. Será o maior evento de MMA da história por isso. É uma grande chance de mostrar a cidade para o mundo”, afirmou o secretário.

De acordo com Bebeto Haddad, o UFC São Paulo não baterá o recorde de público de 55 mil pessoas e deverá receber até 40 mil torcedores para não danificar a estrutura do Pacaembu. O UFC já aceitou a condição e agora negocia o horário do show.

Luta pelo cinturão do MMA está confirmada para março em Cuiabá


Está confirmado para o dia 24 de março em Cuiabá o primeiro evento de categoria MMA (Mixed Marcial Arts, sigla de Artes Marciais Mistas), com disputa de cinturão internacional e presença de convidados ilustres, que compõem o UFC, no camarote vip do evento.

A disputa do cinturão do MMA vai ser entre Igor Gracie, que vem em nome da família de renome internacional, e um representante da Argentina ou Peru. Ainda não estão definidos nomes de outros competidores.

Luta pelo cinturão do MMA está confirmada para março em Cuiabá

Para prestigiar a festa estarão presentes Vitor Belfort (peso médio), José Aldo (campeão mundial dos peso pena do UFC), Junior Cigano (campeão mundial dos pesos pesados do UFC), Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro (pesos pesados do UFC) Rafael Feijão (peso pesado do MMA internacional) e outros atletas que defendem o Brasil entre suas categorias, estarão presentes no camarote VIP do evento em Cuiabá.

Judô: Brasileiros são convocados para treinamentos


A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), por meio da comissão técnica nacional do Judô, divulgou a lista de atletas convocados para a primeira fase de treinamentos da Seleção Brasileira da modalidade.

Os treinos acontecerão entre 22 de fevereiro e 4 de março, em São Paulo. A primeira convocação foi específica para os homens. Ao todo, nove competidores integram a lista. Além do treinamento específico, os judocas participarão de avaliações físicas.

Três ‘técnicos da base’ – beneficiados por um projeto do Ministério do Esporte – foram convidados a participar e colaborar com o período de treinamento.

> Confira os atletas convocados:

Arthur Cavalcante da Silva – ADEVIRN (RN)
Harlley Damião Pereira de Arruda – CIPD (SP)
Magno Marques Gomes – CIPD (SP)
Mayco de Souza Rodrigues – ADVEG (GO)
Rafael Santana Borges – JC Lara (RJ)
Rayfran Mesquita Pontes – ADVP/Judô Solidário (PA)
Roberto Julian Santos da Silva – JC Lara (RJ)
Rogério Campos dos Santos – CIPD (SP)
Wilians Silva de Araújo – CEIBC (RJ)

Fonte: Final Sports

16 de janeiro de 2012

Resultados: UFC 142 (Rio)


Estrela do card, José Aldo correspondeu às expectativas e nocauteou Chad Mendes com sua famosa joelhada. Ao comemorar, o manauara pulou do octagon e foi parar nas arquibancadas da HSBC Arena, abraçado por um público extasiado.

Em sua segunda luta no Brasil, Vitor Belfort teve trabalho, ficou com o olho inchado, mas tratou de finalizar Anthony Johnson com um justo mata-leão. Há onze anos o Fenômeno não decidia um combate desta maneira.

Edson Junior escreveu seu nome na galeria dos nocautes mais bonitos da história do UFC. Com um chute alto rodado, acertou em cheio o rosto de Terry Etim, que caiu desacordado. Atleta da BTT, Rousimar Toquinho utilizou a chave de calcanhar, uma de sua armas mais poderosas, e obrigou Mike Massenzio a dar os três tapinhas.

15 de janeiro de 2012

Especial: Éder Jofre - Parte 2

PARTE 2 - O melhor da América do Sul ganha a atenção do mundo do boxe


Por Victor Violi

O ano de 1959 começaria excelente para Eder, e depois de mais duas vitórias, sobre Aniceto Pereyra por pontos em 10 rounds e contra Salustiano Suarez por nocaute no quarto round, viria um grande desafio.

Leo Espinoza, das Filipinas, seria seu próximo adversário, um lutador que era top 10 dos galos desde 1956. Com muita experiência, o filipino já tinha dividido o quadrilátero com lutadores do calibre de Pascual Perez (grande peso mosca argentino), Raul Macias (o maior ídolo do boxe Mexicano na época), duas lutas contra o grande Yoshio Shirai, vencendo uma e perdendo outra, e ainda tinha vitórias sobre bons lutadores como Pone Kingpech e Sadao Yaoita. Portanto Leo Espinoza viria ao Brasil com pinta de boxeador dos mais credenciados para Eder.

Acompanhado de uma lenda do boxe filipino, o manager Lope Sarreal, membro do Hall da Fama e referência do boxe asiático, Espinoza chegou ao Brasil esbanjando muita confiança.

Fonte: Boxrec


A luta ocorreu em uma quinta-feira no Ginásio do Ibirapuera e Eder demonstrou sua superioridade diante do testado filipino, vencendo por decisão após 10 rounds. 

Outro desafio estava superado e consequentemente a confiança em Eder havia aumentado.


Pouco depois, Eder Jofre resolveria o problema de 1 ano atrás, do empate contra o uruguaio Ruben Caceres. Dessa vez no Brasil, Eder demonstrando seu estilo agressivo, puniu o uruguaio com diversos golpes duros, aliando boa defesa com pressão constante e técnica ofensiva. Eder finalizou a luta no sétimo round.

A  glória do título mundial já era vislumbrada pelos fãs. E pelas grandes atuações de Eder era de se esperar que logo algo grande aconteceria. Seguindo a série de desafios o brasileiro teria um italiano competitivo no seu caminho.
Gianni Zuddas era um conceituado lutador no amadorismo tendo sido campeão europeu amador e medalha de prata nas Olimpíadas de Londres. Apesar de vir de derrota e estar em final de carreira, Zuddas tinha um nível considerável de experiência, tendo enfrentado (embora tenha sido derrotado) um dos melhores galos do mundo da época, o também italiano Mario D´Agata, duas vezes.


Eder teria um problema pouco antes da luta, envolvendo o seu peso, algo que viraria um empecilho constante na carreira de Eder nos galos. Eder tentou perder o peso necessário, mas não conseguiu nada além de algumas míseras gramas. 

A Folha de São Paulo do dia 30 de outubro de 1959 narra a solução do problema após esse fato :

“Em vista disso ele foi obrigado a conceder “handicap” de luvas a Zuddas: lutará com luvas de 7 ou 8 onças e o italiano com luvas de 6.”

Até mesmo a imprensa brasileira estava apreensiva e nem mesmo considerava Eder um favorito amplo para a luta. 
Mas quando o combate se iniciou ficou claro quem era o melhor boxeador, em uma bela luta de boxe, Eder exerceu uma pressão moderada, como de costume com sua técnica agressiva aliada a seu jab e noção de distância, fazendo o italiano recuar a maior parte do tempo.

Movendo muito bem sua cabeça defensivamente, Eder foi pouco atingido. O italiano ao contrário foi extremamente punido, apesar de ter demonstrado um poder de assimilação de golpes extraordinário e não ter sido nocauteado. Com o olho totalmente fechado de Zuddas, mais uma vitória era adicionada ao cartel de Eder, por pontos, em mais uma luta importante.

Pouco tempo depois o Galo de Ouro voltava aos ringues e vencia outro filipino, Danny Kid. 

Em uma grande demonstração de seu poderoso gancho de esquerda (talvez o grande golpe de Eder), de sua grande habilidade de golpear a linha de cintura e de sua capacidade de esquivar, Eder vence novamente nos pontos de maneira tranqüila, após derrubar Kid três vezes. Todos estavam impressionados pela garra e resistência do filipino.

Eder Jofre vs Danny Kid (Fonte: Inforrock)


O ano de 1960 começa e Eder já era conhecido mundo afora como um dos melhores galos, juntamente com José Becerra, Alphonse Halimi, Freddie Gilroy, Piero Rollo, Herman Márquez,  Leo Espinoza e Ernesto Miranda, esses dois últimos Eder já tinha enfrentado conforme anteriormente demonstrado.

E em fevereiro de 1960, novamente no caminho de Eder estava o bom e habilidoso argentino Ernesto Miranda. Em uma luta muito esperada eles decidiriam o título dos Galos da América do Sul. 

Agora nitidamente mais desenvolvido tecnicamente, mais maduro nessa ocasião do que nos dois prévios empates com o argentino, Eder vinha para a luta como favorito,  enquanto Miranda vinha em uma sequência impressionante, com 29 lutas sem perder.

Em um Ginásio do Ibirapuera completamente lotado Eder dominou amplamente Miranda, por pouco não o nocauteou e saiu do ringue com mais uma vitória por pontos, tranquilamente, em uma grande atuação.

Em uma incomum pausa entre uma luta e outra, de 4 meses, um tempo considerado normal nos dias de hoje mas nem tanto naquela época, Eder Jofre aproveitou a sua vitória e seu reconhecimento como campeão sul-americano. Ele defenderia em junho de 1960 seu cinturão contra o mesmo Miranda, na quarta luta entre eles, e dessa vez fecharia a série Brasil vs Argentina com um nocaute fulminante, de uma vez por todas. Colocando Miranda contra as cordas, Eder Jofre conquistou a vitória pela via rápida.

Mais uma vitória,1 mês depois, por nocaute no oitavo round contra o chileno Claudio Barrientos (mesmo pugilista para quem Eder tinha perdido nos Jogos Olímpicos de Melbourne) e então, Eder teria pela frente a luta mais difícil de sua vida, um momento marcante estaria se aproximando e o teste definitivo para Eder Jofre. 


Eder Jofre vs Jose Medel 18-08-1960
Eliminatória do título NBA dos Galos

Olympic Auditorium, Los Angeles, California, Estados Unidos – Pela primeira vez Eder Jofre lutaria no centro do boxe mundial, os Estados Unidos. Uma vitória ainda não significava a conquista do título, mas era um passo tremendo para a consagração e para que pela primeira vez o Brasil fosse detentor de o melhor lutador de um peso na história do boxe. 

Medel era um lutador muito experiente, que ninguém se engane com os números do cartel dele, pois ele era comprovadamente um lutador extremamente hábil, ágil, pegador, técnico, inteligente, extremamente malandro, com uma capacidade de surpreender o adversário quando estava de costas para as cordas, um traiçoeiro no bom sentido. 

Tendo uma carreira mal administrada, se é que podemos falar de alguma administração de carreira no caso dele, Medel nunca teve o seu talento totalmente aproveitado, mas quando estava em seu melhor dia era um lutador difícil e competitivo para qualquer um. 

Portanto, apesar dessa suposta inconsistência do mexicano que realmente custava algumas lutas a ele que não eram normais de um lutador de seu quilate perder, Medel era capaz de vencer grandes lutadores como Fighting Harada (por nocaute !), capaz de derrotar o extremamente talentoso britânico Walter McGowan, dentro do Reino Unido em uma atuação brilhante, assim como outra atuação sensacional contra Jesus Pimentel. Ainda tinha como prova de sua qualidade vitórias sobre Sadao Yaoita, Edmundo Esparza, Toluco Lopez e uma luta muito disputada contra o excepcional australiano Lionel Rose.

Sem dúvidas um lutador extremamente perigoso estava no caminho de Eder Jofre, e o obstáculo jamais tinha sido mais duro de transpor como agora, era uma luta de definição, tudo estava em jogo para o Galinho de Ouro do Brasil.

Seu treinador e pai Aristides “Kid” Jofre estava, no entanto, totalmente confiante, e já se falava muito em uma possível luta contra o campeão na época Jose Becerra, mexicano, mas antes era necessário se apresentar bem em solo americano para receber a tão sonhada chance de título contra Becerra. 

Na verdade muito se discutia no meio do boxe brasileiro que o correto seria Jofre já enfrentar Becerra diretamente, e que essa eliminatória contra Medel era desnecessária, porém, o fato é que para Eder ficar conhecido e uma futura luta contra Becerra ser mais lucrativa, ele teria que enfrentar Medel antes nos EUA. E mais do que nunca, se apresentar bem.

A imprensa esportiva e o povo brasileiro, apreensivos, viam pela primeira vez um fato histórico no boxe nacional. Eder, se vencesse, teria a chance de ser o primeiro brasileiro a disputar o título mundial em alguma categoria.

Reportagem feita pela Folha de São Paulo, no dia 20 de Agosto de 1960:

Luta e Choro

"Em Los Angeles, Eder e Medel preparam-se para iniciar o combate; em São Paulo, no Parque Peruche a família Jofre-Zumbano está em ‘suspense’: dona Angelina de vestido verde, torce as mãos; Maria Aparecida, a noiva, de saia branca e blusa verde, começa a chorar um choro que não se interromperia nos 10 assaltos que duraria a luta: dona Maria, a avó de Eder parece a mais confiante: recomenda a todos que tenham calma.

Eder vai ao microfone de uma emissora, manda um abraço para todos, um beijo para a noiva e outro para a avó. Para a mãe disse : Tenha confiança no seu filho.”  

Eder Jofre vs Jose Medel (Fonte: Tricolornaweb)

A luta começa muito estudada. Como dois lutadores que possuíam bons jabs, tanto Eder quanto Medel se sentiram confortáveis boxeando na distância e circulando procurando ângulos para lançar os golpes mais fortes.  

Aos poucos Eder solta mais o seu jogo e lança mais golpes, andando bem, movendo sua cabeça de modo exemplar. Eder já no segundo round demonstra uma pequena vantagem. Eles continuam em um ritmo mais cadenciado no terceiro e Eder novamente consegue uma vantagem por ter acertado mais golpes limpos, um contra-golpe de Jofre é o melhor do round. Medel é um pouco mais agressivo nesse round do que nos anteriores.

Medel aos poucos vai mostrando sua característica de ser um ótimo golpeador de linha de cintura, como todo bom mexicano.

Mais alguns minutos de luta cadenciada e os dois lutam muito na curta distância trocando combinações, Medel põe Eder contra as cordas e tenta com todas as suas forças minar Eder com seus golpes no corpo. Porém Eder era um mestre nesse tipo de combate, ele leva a melhor e por muito pouco não derruba Medel no final do round 5.

Depois dos rounds 6, 7 e 8, todos majoritariamente na longa distância de combate, disputados com Eder prevalecendo ligeiramente, com seus golpes mais limpos, o 9 viria com mais um pouco de ação. Novamente uma luta feita no infight, e Eder com melhores movimentos de cabeça foi mais hábil em atingir mais golpes claros. Medel pela primeira vez na luta atingiria Eder com ótimos golpes, na cabeça e no corpo, ganchos e uppercuts duríssimos que fizeram o brasileiro recuar, mas Eder terminaria o round desferindo uma esquerda fenomenal e Medel literalmente havia sido salvo pelo gongo.  

Viria o décimo round e novamente os dois estavam dispostos a lutar, Eder começaria atacando, mas Medel novamente mostraria o quanto era bom e duro. Nos primeiros segundos podíamos ver que Eder sentia alguns dos ótimos golpes que Medel lançava, principalmente no fígado de Jofrinho. Em uma incrível demonstração de durabilidade, garra e técnica ofensiva, Jofre estava prestes a fazer história. Preparando muito bem suas combinações com seu excelente jab, Eder faria Medel sentir quando este estava contra as cordas, um uppercut de direita preciso e duas esquerdas abriram caminho para a fulminante, acurada, potente direita que seria lançada quando o mexicano, em vão, tentava sobreviver correndo de Eder. Medel estava no chão, desmoronado apesar de toda sua garra e qualidade, o duríssimo mexicano tinha sido nocauteado. O Brasil estava em festa. Eder passara no teste, o obstáculo estava brilhantemente transposto. Eder iria disputar a chance de ser o melhor peso Galo do mundo.

Até os dias de hoje Eder diz que essa foi sua luta mais dura, e confessa que sentiu um golpe duro no fígado que Medel acertou e as palavras motivadoras de seu pai Kid Jofre no canto foram fundamentais para sua vitória.
Continua, na parte 3 por vir.  

Referência: Acervo do Jornal Folha de São Paulo

14 de janeiro de 2012

Bruninho Barbosa rumo à Europa

O jiu jitsu petropolitano estará muito bem representado no Europeu de Jiu Jitsu a ser realizado em Portugal. O atleta Bruninho Barbosa está rumando a Lisboa onde busca mais um título em sua vitoriosa carreira.

 O campeonato acontecerá nos dias 26, 27, 28 e 29 de janeiro, e Bruninho  viaja no dia 25 para início de sua saga em solo europeu.

Veja a entrevista que o MMA Batalha fez com o lutador em 2011:

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